REVOLTA EM TORNO DA NOVA POCILGA

Na ilha da Boa Vista a proposta de transferência da pocilga para Monte Trigo foi recebida com resistência pelos criadores de porcos, que destacaram a dificuldade de acesso ao novo local e os custos de transporte.

O encontro realizado pelo Ministério da Agricultura e Ambiente, em parceria com a Câmara Municipal e a Delegacia de Saúde, com os criadores de suínos da Boa Vista, terminou com descontentamento entre os presentes, que se mostraram insatisfeitos com a proposta de relocação da pocilga municipal para a zona de Monte Trigo, a cerca de 15 quilómetros de Sal Rei. A medida é para combater a peste suína e melhorar as condições de criação de porcos na ilha, mas a maioria dos criadores não concordou com a nova localização, apontando diversos problemas e dificuldades práticas.

Apesar da proposta incluir melhorias em termos de higiene, saneamento, instalações para tratamento de resíduos orgânicos e a promessa de um ambiente mais saudável, os criadores não se sentiram convencidos. A nova pocilga seria uma solução para controlar a peste suína e melhorar a qualidade da carne, além de abrir possibilidades de parcerias com hotéis locais, tanto para o fornecimento de alimentação para os animais quanto para novos mercados.

Teresa Pina, uma das criadoras de porcos em Sal Rei que participou da reunião, reconheceu que o local onde cria os animais atualmente não é o ideal. Apesar de concordar que a nova infraestrutura pode trazer melhorias, Teresa não vê como viável a mudança para Monte Trigo devido à distância e aos custos de transporte. Ela teme que muitos criadores não terão condições financeiras para arcar com as despesas diárias de transporte, o que poderia levar ao fechamento de várias criações. Teresa sugeriu que, se a nova pocilga fosse construída mais próxima de Sal Rei, muitos estariam dispostos a aceitar as melhorias propostas.

Um outro criador também demonstrou grande insatisfação com a proposta e questionou a falta de consideração sobre a localização da nova pocilga, apontando que já foram feitas mudanças anteriores. Para Alcides, a solução parece ser uma imposição para que os criadores desistam da atividade, já que muitos não terão como arcar com os custos elevados de transporte, que podem chegar a cerca de 500$00 por dia.

Por sua vez, o vereador de Saneamento e Ambiente da Câmara Municipal, Henrique Correia, explicou que o encontro foi uma fase inicial de sensibilização e de transmissão de informações aos criadores. Ele reconheceu que há uma resistência natural à mudança, mas destacou que a nova localização é a única viável de acordo com o plano Diretor Municipal, que indica Monte Trigo como a área adequada para a construção da pocilga.

Por RECORD CABO VERDE – 24.02.2025

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