DESIGUALDADE SALARIAL EM CABO VERDE
A presidente do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género e o sociólogo Henrique Varela defenderam que haja formação, especialmente para mulheres, no setor informal, para reduzir a desigualdade salarial.
Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística revelaram que as mulheres cabo-verdianas recebem, em média, menos 40% que os homens no setor informal, um dos pilares da economia, apesar de liderarem a maioria dos negócios.
“Muitas mulheres recorrem ao setor informal como uma forma de conciliar as suas responsabilidades domésticas com a necessidade de rendimento”, disse à Lusa a presidente do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género, Marisa Carvalho.
A responsável afirmou que a instituição está a desenvolver um projeto, financiado pela cooperação espanhola, que visa promover a emancipação económica de mulheres e jovens e apoiar a transição para a economia formal.
O objetivo é “transformar o conhecimento prático das mulheres em conhecimento académico, traduzindo-o em certificados ou equivalentes, facilitando a sua inserção no mercado de trabalho”.
O sociólogo Henrique Varela, por sua vez, vê o problema como algo mais estrutural, sublinhando a necessidade de haver campanhas de sensibilização para mudar a mentalidade da sociedade, porque não se pode encarar com normalidade que uma mulher receba menos.
Henrique Varela entende também que há falta de fiscalização no setor informal, contribuindo para a desigualdade salarial, defendendo que a capacitação ajudaria a equiparar os salários.
A informalidade, sustentou, está sempre à vista em Cabo Verde, seja com o comércio de rua ou noutros estabelecimentos, como salões de cabeleireiras.
De acordo com o III Inquérito ao Setor Informal, divulgado este mês, pelo INE, o setor informal representou 13,3% do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde em 2023, “um peso considerável, mas não tão expressivo” como noutros países da África Subsaariana.
Apesar de representar um valor apreciável, a informalidade sofre de várias fragilidades, entre as quais, a precariedade e irregularidade dos rendimentos: o relatório indica que apenas 7% dos trabalhadores são assalariados.
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