AMEAÇA DE GREVE NOS HOTÉIS RIU
No Sal o Presidente do Sindicato da Indústria, Comércio e Turismo, denuncia abusos e más condições de trabalho nos hotéis RIU. Nilton Vaz, anunciou a possibilidade de uma greve geral, devido a falta de respeito pelos direitos dos trabalhadores.
Em meio ao crescente sucesso do setor turístico em Cabo Verde, os trabalhadores da hotelaria estão a viver uma realidade diferente. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria, Comércio e Turismo (SICOTUR), Nilton Vaz, as condições de trabalho nos hotéis Riu, no Sal, são extremamente desfavoráveis. O sindicalista denuncia assédio, abusos de poder e condições precárias de alimentação, além de uma carga horária excessiva que ultrapassa as 8 horas previstas pela lei.
Nilton Vaz presidente do Sindicato da Indústria, Comércio e Turismo, avançou ainda que estão a assistir a abusos recorrentes. Os trabalhadores são pressionados e, se reclamam, sofrem represálias, como agressões verbais e até a perda do emprego. A alimentação é má, as horas extras não são pagas e os direitos básicos como as férias são desrespeitados.
A denúncia mais grave envolve as camareiras, que, de acordo com Vaz, têm de limpar até 15 quartos por dia, prejudicando a sua saúde física. As condições de trabalho estão a afetar a qualidade de vida desses profissionais, que têm visto o seu esforço não ser recompensado de forma justa.
Por sua vez, a RIU Hotels & Resorts refuta todas as acusações. Em comunicado, a empresa afirmou que cumpre rigorosamente a legislação laboral de Cabo Verde e garante o bem-estar dos seus trabalhadores. A empresa marcou uma reunião com o sindicato para tentar resolver a situação de forma pacífica.
Contudo, se as negociações não avançarem, o Sindicato da Indústria, Comércio e Turismo está pronto para convocar uma greve geral, o que pode afetar diretamente o setor turístico da ilha e a economia local. Nilton Vaz também alertou para o risco de um possível “colapso” no setor devido à escassez de mão de obra.
Em resposta, o grupo Riu garante estar aberto ao diálogo para resolver os impasses. O futuro da greve está em aberto, e a negociação entre ambas as partes continua.

- Por RECORD CABO VERDE11/03/2025
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