HUAN: INFEÇÕES E MORTES DE RECÉM NASCIDOS

Relativamente aos casos de infeções e mortes de recém-nascidos, no mês de março ocorreram 3 óbitos prematuros por complicações da prematuridade e infeções associadas aos cuidados. Isto, conforme avança num comunicado, foi informado pelo Hospital Central da Praia.

Relativo a este caso, a nossa equipa de reportagem esteve no Hospital Central da Praia para tentar obter mais informações. A assessoria do referido hospital instou-nos a enviar um e-mail, assegurando que, posteriormente, esta unidade irá reagir.

Segundo a notícia veiculada pelo jornal A Nação, um alegado surto de infeção neonatal está a deixar os familiares de recém-nascidos internados na maternidade do Hospital Universitário Agostinho Neto, na cidade da Praia, apreensivos.

Conforme relatos de fontes de A Nação, mães e familiares dizem que vários bebés foram diagnosticados com infeções, e um número significativo de óbitos tem sido registado nos últimos dias. Entre os casos relatados, está o de uma mãe que perdeu o seu filho nesta quarta-feira, após um agravamento rápido do seu quadro clínico.

Conforme disse, passo a citar: “No último dia 24 de fevereiro, segunda-feira, fui ver o meu bebé de manhã e ele estava bem. No entanto, à tarde, por volta das 15h, encontrei os seus pés a ficarem roxos e ninguém parecia ter notado. Chamei um médico, que acionou uma enfermeira. Horas depois, fui informada de que o meu filho recebeu uma transfusão de sangue devido à anemia. No dia seguinte, uma médica cubana disse-me que ele tinha uma infeção, mas não soube explicar a causa“, relatou a mãe, que viu o quadro clínico do seu filho piorar progressivamente até ao seu falecimento.

Um avô de um recém-nascido falecido reforça as preocupações e afirmou que, quando chegou ao hospital, informaram-lhe que o seu neto teve uma infeção no sangue após uma transfusão. Enquanto se aguardam esclarecimentos oficiais, familiares de recém-nascidos internados continuam a manifestar preocupação e exigem respostas claras sobre o que está a acontecer na maternidade da Praia.

Ainda sobre este caso, o hospital, através de um comunicado partilhado na sua página nas redes sociais, informa que durante o mês de fevereiro e início de março de 2025 registaram um aumento da taxa de prematuridade e de baixo peso ao nascer na ordem de 3 pontos percentuais. No mês de fevereiro ocorreram 5 óbitos, todos prematuros com idade gestacional entre 25 e 31 semanas. Acrescenta ainda que 3 recém-nascidos prematuros extremos faleceram de infeção neonatal precoce, provavelmente causada pelo parto prematuro e por complicações inerentes à prematuridade. 2 recém-nascidos também prematuros faleceram de infeção associada aos cuidados prestados e de complicações da prematuridade.

Só neste mês de março, segundo o Hospital Central da Praia, foram registados três óbitos prematuros por complicações da prematuridade e de infeções associadas aos cuidados. No mesmo comunicado, reforçam que os dados estão dentro da média da mortalidade anual do serviço.

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